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Canta, canta mais

Era uma vez uma menina que cantava. Sua voz era tão linda, mas tão linda, que música já nem cabia mais dentro dela. Saia pela boca, pelos dedos, descendo por cada fio de cabelo dela. Só quando dormia, é que os pulmões davam trégua. Mas ainda, há quem diga que a música que ela cantava nos sonhos podia ser ouvida se você chegasse bem perto da janela do seu quarto.

Mais o pai da menina já não agüentava mais tanta cantoria, era o dia todo! Segundo uma velha da vila onde morava – bem no interior de Goiás – O único jeito de resolver o problema era fazer a menina ficar muda. Mas como fazer isso?

(Continua…)

CENA 1. avenida goiás. exterior. noite.

A cena começa focada no tênis de Theo. Este corre pela Avenida, chorando e esbarrando em algumas pessoas que entram em seu caminho. Ele para em frente ao Grande Hotel ofegante. Retira o celular do bolso e aperta um botão. Trilha sonora agitada, vários planos, muito ritmo.

Renato      — (off) Terminou?!

Corta para:

 

CENA 2. apartamento de ana laísa. sacada. Interior. noite.

Ana Laísa e Marcela estão encostadas no parapeito da sacada de costas para a câmera. As duas estão bem próximas, falando aos cochichos.

 

Ana Laísa   — (cont.) Pirou, Marcela? Quer o Theo te escute? Olha nem sei se é isso mesmo não. Mas ele acabou de chegar aqui em casa com a cara vermelha e os olhos inchados de tanto chorar. Só pode ter sido isso, o cretino do Caio terminou com meu irmão.

 

Efeito e letreiro com nome da personagem: ANA LAÍSA.

 

Marcela     — Ana, para com isso. O Caio é gente boa. Não sei por que essa implicância com ele.

 

Efeito e letreiro com nome da personagem: MARCELA.

 

Ana L.      — Ah, não sabe? Você mesma viu, aquele dia lá na faculdade. O Caio cercando aquele garoto da geografia.

Marcela     — Aquele é o primo dele, sua louca!

 

Ana L.      — Louca nada. Além disso, não é você mesma que fica por ai dizendo que primo não é parente. Então? Tava cercando o garoto sim, que eu vi. E você também…

 

Marcela     — Ai, Ana! Já disse que não vi nada demais. E outra, eu acho que você super-protege demais o Theo. Deixa o garoto viver. Sofrer molda o caráter sabia?

 

Ana Laísa   — É, vai nessa. O Theo já sofreu demais, Marcela. Eu o defendo mesmo. Você não sabe o tanto que é difícil ver meu irmão ser motivo de riso e piadinha.

 

Marcela     — É o preço que se paga por ser assim. Ele escolheu isso.

Ana Laísa   — Ele não escolheu nada!

 

Marcela     — (dando um tapinha na cabeça de Ana) Ih, nem começa! Mal entrou na faculdade e já vem querer vomitar esses conceitos que você aprende lá na psicologia. Ai, me deu sede. Que tem ai pra beber?

 

Ana Laísa   — Tem Coca na geladeira, pega lá.

 

 

Já cortou antes para:

 

CENA 4.Aeroporto. ambiente. Exterior. Noite.

Com a última fala da cena precedente em OFF, imagens muito rápidas. As portas automáticas se abrem, Karla passa por elas, lentamente, com suas malas no carrinho. Bem metida, olha com desprezo para um taxista com carro estacionado em frente a saída. Ela entra no taxi enquanto o taxista coloca sua bagagem no porta-malas. Ele entra, e pelo retrovisor vemos o rosto de Karla.

 

Karla — Me leva para o Vaca Brava, no Setor Bueno. Rápido!

 

Efeito e letreiro com nome do personagem: KARLA.

 Corta para:

Vi num programa de televisão que, entre as inúmeras melhorias necessárias para as Olimpíadas do Rio, está “a limpeza da Baía de Guanabara”. Dita a frase, a TV mostrou um sofá, encalhado num mangue: três lugares, revestimento acetinado, puxando pro lilás, com os assentos enlameados sendo disputados por dois urubus. Incrível.

Não pretendo, de forma alguma, desmerecer o Rio. Quando vi o presidente do COI tirando o cartão do envelope e dizendo Rrrio de Rrranêro, no início do mês, lágrimas cruzaram minhas bochechas, tão rápidas quanto, imagino, canoas e barcos à vela singrarão as águas da rediviva Cidade Maravilhosa, daqui seis anos e meio. A amplitude de meu desespero vai muito além das pequenas rixas regionais: como pode um ser humano, oh céus!, jogar um sofá no mar?

Todos nós já nos encontramos na rua, algum dia, com um papel de bala na mão, ou uma latinha de refrigerante, olhando em volta, em busca de uma lixeira. Muitos de nós, não encontrando nenhuma, já jogaram o papel no chão, colocaram a latinha num canto, ou ao lado de um saco de lixo – como se, durante a noite, por osmose, quem sabe, ela fosse parar do lado de dentro do plástico preto. Agora, até onde pude ver, nesses trinta e dois anos sobre a Terra, as pessoas não andam por aí com sofás velhos nos ombros. Sequer com poltronas. Nem mesmo uma almofada costuma-se levar à rua. Para se atirar um móvel ao mar, portanto, é preciso não apenas má fé, mas esforço, engenho, planejamento e trabalho em equipe.

Imagino o sujeito, lá pela quarta-feira, ligando pros amigos: “Ô Gouveia, tudo bom? É o Túlio. Seguinte, tô precisando de uma forcinha aí, no sábado, pra jogar um sofá da ponte…”; “Maravilha, Valdeci! Então sábado à tarde cê traz a Kombi do teu cunhado e a gente resolve o problema”; “Fica tranqüilo, Murilão, depois a gente volta aqui e faz um churrasquinho!”.

Sábado à tarde, os amigos se reúnem. O Valdeci com a Kombi do cunhado, o Murilão e o Gouveia cheios de entusiasmo, o Túlio pondo as Brahmas pra gelar, enquanto sua mulher orienta os homens na sala: “cuidado com o batente”, “olha o abajur, o abajur, Gouveia!”
Os amigos amarram o sofá na caçamba da Kombi – é uma dessas Kombis caminhonete – e dirigem meia hora até a ponte mais próxima. Talvez, no caminho, façam um bolão: sofá bóia ou afunda? O Murilão diz que o fogão da prima afundou, semana passada. O Valdeci comenta que a geladeira da tia boiou, já faz o que, dois anos?

Chegam à ponte. Param no acostamento. Tiram o sofá da caçamba, contam um, dois, e lá vão os… Pronto, atiraram o sofá no mar. O sofá bóia. Os três o contemplam, sendo levado pela correnteza, naquele silêncio que só as verdadeiras amizades permitem. Túlio brinca: “saravá, Iemanjá!”. Depois vão comer churrasco. Incrível.

http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/

O que eu vejo?

Meu gosto pra cinema pode não ser dos melhores, mas ainda pretando assistir à um desses filmes até o final do mês:

 Arraste-me Para o Inferno
(Drag me to Hell) – EUA/2009. Direção de Sam Raimi. Com Dileep Rao, Alison Lohman, Justin Long. Terror. 99 min. Legendado. 16 anos.

Lumière Portal 2
15h e 19h.

Multiplex Banana 2
15h50 e 21h20.

A Órfã
(Orphan) – EUA, 2009. Direção de Jaume Collet-Serra. Com Peter Sarsgaard, Vera Farmiga, Jimmy Bennett. Terror. 16 anos. 120min. Legendado.

SR Flamboyant 1
18h50 e 21h20.

Lumière Araguaia 3
14h10, 16h30, 18h50 e 21h10.

Portal 3
17h e 21h.

Tempos de Paz
Brasil/2009. Direção de Daniel Filho. Com Tony Ramos, Daniel Filho, Dan Stulbach, Louise Cardoso. 12 anos. Drama. 90 min.

SR Flamboyant 1
14h30 e 16h30.

Lumière Bougainville 3
15h, 17h e 19h.

Buriti 3
19h15.Sab. e dom. também às 14h55.

Apenas o Fim
Brasil/2008. Direção de Matheus Souza. Com Érika Mader, Gregório Duviver, Nathalia Dill. 12 anos. Comédia romântica. 80 min.

Lumière Bougainville 5
15 horas.

Diário Proibido
(Diary of a Sex Addict) – França/Espanha, 2008. Direção de Christian Molina. Com Belén Fabra, Leonardo Sbaraglia, Llum Barrera, Geraldine Chaplin, Ángela Molina, Pedro Gutiérrez.18 anos. Drama. Legendado. 95 min.

Lumière Bougainville 5
17h, 19h e 21 horas.


ESTREIAS
Confissões de uma Garota de Programa

(The Girlfriend Experience) – EUA/ 2009. Direção de Steven Soderbergh. Com Sasha Grey, Glenn Kenny, Chris Santos, Philip Eytan, Timothy Davis. Drama. 14 anos. 77 min. Legendado. 

Lumière Bougainville 2
15h15, 17h15, 10h15 e 21h15.

Pacto Secreto
(Sorority Row) –EUA/2009. Direção de Stewart Hendler. Com Leah Pipes, Rumer Willis, Carrie Fisher. Terror. Legendado. 100 min. 14 anos.

Cinemark 3
14h30, 16h55, 19h15 e 21h35. No sab. sessão extra às 23h. Sab. e dom. também às 12h10.

SR Flamboyant 5
14h40, 17h, 19h20 e 21h40.

Para ouvir lendo o texto “Eu gosto” (aí embaixo). haha! beijos!

Hip-Hop_jpg Muitos dizem que o hip hop é a “CNN da periferia”, ou seja, que essa seria a única forma dos guetos manifestarem suas dificuldades e necessidades. Com o passar do tempo as formas de expressão dentro do movimento foram se consolidando. Hoje o hip hop é formado por, pelo menos, quatro elementos fundamentais: MC (mestre da cerimônia), que canta e escreve as letras; DJ, que cria ritmos e batidas; Grafiteiro, que leva as artes plásticas feitas com spray; e o Breakdance, que é a dança executada por dançarinos conhecidos como b-boys e b-girls.
Existem também outros elementos que completam e representam este universo, como beatboxing (batidas musicais executadas com sons da boca), ativismo político, moda e gírias. Seja como for, atualmente, o hip-hop vem alcançando vários seguidores, e pouco a pouco ampliando seu reconhecimento cultural e artístico.

Na música

A música é considerada o meio de expressão máximo da cultura hip hop, foi através da voz aliada às batidas que o estilo ficou conhecido a ponto de atravessar os oceanos e se inserir em todos os cantos do mundo. Atualmente é possível ver influencias do estilo em todos os tipos de músicas, desde o samba feito por Marcelo D2 até no R&B da cantora americana Rihanna.
Lá fora artistas como Tupac, Afrika Bambaataa, e o rapper The Game são os favoritos entre os adeptos do estilo. Aqui no Brasil entre os artistas do gênero, o destaque fica para Thaíde, MV Bill, Styllo Selvagem, Região Abissal, Nill (Verbo Pesado), Mc Jack, Racionais MCs, Doctors MCs, M.T. Bronks, Rappin Hood e outros.

“Rimadores pequizeiros”

Em Goiânia, mesmo com o sertanejo como estilo musical predominante, o grupo de hip hop Testemunha Ocular consegue destaque no eixo alternativo da capital. Com referências a nome de ruas, setores e comida típica da cidade como pamonha e pequí o grupo se caracteriza pelos elementos de cultura regional.
Diferente de muitos nativos, o grupo, que se autodenomina Rimadores Pequizeiros enfatiza as características físicas e da linguagem muitas vezes são atribuídas de forma pejorativa aos goianos. “Nóis temo o pé rachado”; “Somos caipira”; “Usa chapéu”.

“Segura na pressão, tamo chegano”

Além disso, muitas letras estão fundadas na crítica pesada à política local, como, por exemplo, a faixa “Coronelismo” do disco “Apruma-te”, que deprecia a trajetória da vida pública em Goiás do prefeito e ex-governador Iris Rezende, de seu irmão Antoniel Machado e do exgovernador e hoje senador Marconi Perillo.

Eu gosto

Se você estiver lendo isso, então provavelmente eu já estarei morto. Wow, eu tô brincando! Então, essa é minha cara. Esse é meu nome, e isso é meu blog. Aha! Wow. Eu gosto de garotas skatistas e garotos que dançam. Gosto de bebês, gosto também da expressão de curiosos que eles fazem pra tudo. Eu gosto do brilho da  iluminação das farmácias e de medicina alternativa. Gosto de observar os olhos das pessoas e o desenho de suas sobrancelhas. Eu gosto de água, cozinhas e teias de aranha. Eu gosto de vestir todas as minhas roupas de uma vez só criando combinações variadas. Depois de dezenove anos passei a gostar do meu cabelo. Me agrada pessoas que não sorri, nunca. E eu gosto das pessoas que sorri. Eu adoro comida e sentir gosto que cada alimento deixa na minha boca! Bom, de algum modo eu meio que  amo tudo. Eu gosto das coisas que eu gosto, mas eu amo tudo! Há mais poder de escolha quando se gosta de muitas coisas. Eu amo tanto as coisas que me sinto flutuando em um mar de opções. É, isso é errado. Eu não sei o que dizer sobre as coisas que eu odeio. Eu odeio sapatos. Odeio pessoas que mudam suas vozes quando vão dizer algo importante. Eu não gosto de guerra. Eu odeio a sensação de sair da piscina em um dia frio. Eu não gosto de impressoras. Mas eu gosto imprimir textos! Eu não gosto de fazer convites, e o som dos radiadores me irrita.

Eu não gosto disso, wow, desculpa.

Mas eu sinto falta de algumas coisas, e essas coisas não vem na minha cabeça tão claramente. Mas logo-logo o que eu quero aparece. Espero que dê pra entender um pouco do que eu sou.